Uma apaixonada por encadernação e Restauro


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The following is a list of all entries from the Encadernação category.

[off-topic] Stanley Kubrick

Eu sempre vejo os livros, cadernos, blocos de notas e folhas soltas, aonde quer que eu esteja.

Hoje passeei por cenários. E por livros.
Pessoas que transformaram livros sensacionais em filmes (insira aqui sua opinião).

Fiquei louca de vontade para ver se havia algum tratamento especial nesta folha de papel, e qual seria.
Pensei em uma infinidade de possibilidades que o mantivesse neste exato formato, sem ceder, sem dobrar, mas também sem fazer com que a tinta borrasse ou desbotasse, sem conflito com a acidez e a gramatura da página.

20140108-002724.jpgO Iluminado

E haja pesquisa, para adequar o filme à realidade objeto do filme:
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Barry Lyndon

A grande maioria dos scripts eram (e continuam sendo) pilhas encadernadas de textos comentados. Na contramão do uso de cadernetas tamanho A6, também acho que processo criativo e execução de um projeto precisa e deve ser espalhado e manuseável.

20140108-004706.jpgGlória feita de Sangue

Apesar de não ter à mão uma câmera pro, eu vou insistir e mostrar os scripts de “O Iluminado” encadernados, bonitinhos:

20140108-004830.jpgO Iluminado

Não vou mostrar tudo o que vi de livros e manuscritos. Não vou citar o trabalho feito pelo Kubrick.
Eu me senti dentro de uma maquete gigante, e então, me perdi 🙂


Livros novos!

Não importa se a fabricação é artesanal, sob demanda ou industrial, é sempre possível identificar um livro “novo”.

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Afinal, livro lido e relido fica com aspecto bem diferente:

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Mas e antes? E quando a impressão industrial de livros não aparava as páginas?

Um livro novo era identificado por não ter todas as suas páginas soltas:

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E depois de lidos, com todas as suas páginas separadas, os livros ficavam assim:

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Como comecei a restaurar?

Pergunta comum, tanto aqui no blog, quanto entre meus conhecidos e amigos.

Eu sempre gostei de ler. Antes de ser alfabetizada, eu olhava para as frases escritas e decorava as histórias que me liam, para poder acompanhar as páginas na cadência do conteúdo.

Conseguem imaginar minha euforia ao ser alfabetizada???

Então eu descobri Érico Verissimo.
Não me refiro a qualquer livro, mas aO Tempo e o Vento.
Vejam o que aconteceu:

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Foi por ter estragado estes livros que resolvi aprender a restaurar.

Fui dar com meus costados na ABER. Infelizmente, a agenda dos cursos era incompatível com a faculdade que eu cursava à época.

“Ok” pensei “deve haver alguma opção. Talvez alguém possa me aceitar como aprendiz”.
Na biblioteca da faculdade me disseram que enviavam os livros a um profissional específico, de quem nunca obtive resposta.
Então fui passear pelos sebos de São Paulo, perguntando como eles cuidavam dos livros que precisavam ser restaurados, e me ofereci para trabalhar em troca de me ensinarem a restaurar. A resposta era sempre “não sei” ou “não estamos contratando”.

[e dá-lhe busca de informações na internet discada]

Entre 2000 e 2001 entrei no sebo Vecchio Libro, então uma loja física na zona Oeste da cidade.
Eles estavam organizando um curso!!!

Deixei meu contato, incrédula depois de ouvir tantos “não”, e para minha imensa alegria, recebi um telefonema tempos depois “oi, continua interessada?” “SIM!!!!!”
(Beijo, Ísis! Beijo, Carlos!)

Os módulos seriam aos finais de semana, nas tardes de sábado.
Só que a grana era um problema.

Procura daqui, faz conta dali, encestava quase desistindo quando minha avó entrou na jogada: “vá fazer as aulas, eu pago o curso”.
Nem pensei duas vezes e aceitei. Por ocasião das festas daquele final de ano, pude entregar, restaurado, um livro dela 😊

Essa avó nos deixou há poucos dias, então este post é minha história, na esperança de ajudar quem quer começar a restaurar, e o meu MUITO OBRIGADA à minha avó, pelo legado do aprendizado.


Giz de Cera

Projeto do dia: encadernação!

O objetivo é consolidar anotações e sketches em livro portátil e resistente, uma via física de portfólio e índice de técnicas, como solicitado.

Estas belezinhas são a companhia da tarde de hoje:

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Espresso Book Machine

Existe um aplicativo bacanérrimo para tablets chamado 53. Uma das opções é a impressão dos seus rascunhos, artes, anotações como um Moleskine.

Esta possibilidade de ter suas criações feitas no formato e qualidade que todos nós amamos é um sonho (e um nicho de mercado que nunca entendi porque não havia sido explorado em larga escala até então), e me lembrei desta máquina, sobre a qual li no Pequenas Empregos, Grandes Negócios há pouco mais de um ano:

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“A empresa americana On Demand Books criou uma nova forma para consumidores comprarem livros. A Espresso Book Machine é uma impressora que produz livros sob demanda, na hora.

A máquina já está disponível em mais de 70 bibliotecas e livrarias em diversos países (mas não no Brasil) e produz cópias de obras de um sistema on-line com mais de 8 milhões de títulos. Assim que o usuário escolhe a obra, os royalties são transferidos para o autor do livro.

A empresa espera com essa impressora estimular também a divulgação de novos autores e suas obras. Confira um vídeo que mostra todo o processo de produção da máquina (em inglês): ”

E


O Corpo Fala

Recebi um exemplar “lido e relido pela família inteira”, como disse o proprietário.

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Vejam como estavam as páginas:

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A missão foi refazer o livro:

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A capa estava em bom estado de conservação, então apenas higienizei, limpei a cola e aproveitei o material tal como o recebi (dá para ver os cantinhos com fita adesiva?).
Quanto mais próximo do estado original do livro, mais eu gosto!

É um caso de encadernação de folhas soltas. Como já havia uma furacão em alguns grupos de páginas, mantive o padrão que encontrei.
O resultado foi este:

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A Ceia dos Cardeais

Me emprestaram um belíssimo volume d’A Ceia dos Cardeais para ler, e como a capa estava solta, perguntei se poderia arrumar antes de devolvê-lo.

Impressa em 1950, com belas e significativas ilustrações, foi comprado já com as manchas, mas o papel e a impressão estavam em ótimo estado de conservação.

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Limpei a cola

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E refiz os cadernos:

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E esqueci de fotografar o livro depois de pronto (risos).

A peça, tal como escrita, é uma gracinha.
O esporte de hoje é encontrar o vídeo da interpretação por Raul Cortez.


Cem Anos de Solidão

Recebi um volume sem capa, com páginas rasgadas e brochuras soltas.

Refiz as páginas:

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Costurei as brochuras:

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Para a capa, procurei outro exemplar da mesma edição. Sem sucesso, pesquisei e descobri que a arte ainda era a mesma dez edições depois. Ótimo!

Escaneei uma capa e apresentei minhas idéias ao dono do livro. Projeto aprovado, mãos à obra:

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Papel acartonado sobre um fundo vinho, temos uma capa resistente, leve e personalizada.

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Não foi gravado o nome da obra, nem mesmo o do autor por escolha do dono do livro. Também não houve tratamento da imagem da capa digitalizada, mantendo as manchas do tempo e do uso, mantendo a coerência com do livro em si.

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Oficina de Encadernação

Não sei se já comentei aqui, mas desde junho do ano passado faço parte da Oficina de Artesanato com colegas do trabalho.

A idéia é simples: vá e se divirta. Não precisa reservar lugar, não precisa se preocupar. Toda semana, no mesmo dia, após o expediente, e depois de bater o ponto de saída (risos).
Quem quiser, vai e ensina. Quem quer, vai e aprende. Já fizemos tricô usando os dedos ao invés de agulha, bonecos de balão de ar, madeira, flores, e agora, caderno.

Como sempre, foi delicioso!

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pausa pro merchandising:
No grupo temos Lucila e Patikô do Imotorigami e o Fábio, do Querencia.net.


Preparando papel japonês

Preparando tiras de papel japonês, que uso para “refazer” páginas rasgadas.

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