Uma apaixonada por encadernação e Restauro


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O Hobbit – animação de 1966

Uma revista brasileira divulgou recentemente um vídeo de 12 minutos de uma versão não muito ortodoxa d’O Hobbit, de 1966

Sobre o vídeo em si, clicando aqui você será direcionado para o post (em inglês) onde Gene Deitch conta sobre o trabalho que fez, junto com William L. Snyder (Bill Snyder) , além de citar a ajuda que teve do artista, pintor e diretor Jiří Trnka, e do também ilustrador Adolf Born.

(Como eu conheço todos os nomes acima? “Não faz pergunta difícil”. Eu navego bem pela net, vai ver, é por isso..)

Resumindo o post do link acima mencionado, Deitch precisou de 45 anos para divulgar abertamente seu vídeo.

O curioso foi perceber, enquanto assistia, que tal versão acordou uma memória de infância.
Hoje, no mesmo estilo da arte, posso citar a animação Mansão Foster para Amigos Imaginários.

Pois é. Eu cresci familiarizada com as ilustrações de Adolf Born. O video foi uma deliciosa viagem no tempo. Vou além: eu realmente pensava, enquanto criança, que “o filme dos seres pequenos, mas que não eram anões” era mais um conto de fadas.
E isso não interfere na minha paixão pela obra de Tolkien, pelo contrário. Na adolescência, ao ler O Senhor dos Anéis, eu pude redescobrir um mundo. Sim, eu adoro releituras!

Fui criança nos anos 80, e mesmo sem TV a cabo e seus canais do mundo, nem streaming de programação infantil, meus pais sempre davam um jeito de me mostrar que a produção de ideias, estilo, arte, estética, cadência das histórias, objetivos e desafios variam (obviamente, direcionado à educação e formação de caráter de uma criança).

Divirtam-se:

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“Emprestei, e nunca mais vi”

Durante todos os anos de restauração e encadernação de livros, há uma frase que sempre ouço:
“Eu tinha tal livro, mas perdi. Ou melhor, emprestei, e nunca mais vi”

Não é seu? Devolva! Simples assim.

Meu irmão empresta seus livros, mas cobra a devolução.

Meu pai se interessou pelo que me viu ler nas ultimas semanas. Como não era meu, expliquei que iria perguntar a quem me emprestou se tudo bem. Meu pai não apenas recusou minha proposta de ler livro que me fora emprestado, como, no final da semana seguinte, estava com uma edição de bolso da mesma obra (oba!!!)

Eu e os colegas de uma das empresas aonde trabalhei emprestávamos livros uns para os outros. Como a escolha de gênero era parecida, os cafés muitas vezes começavam com comentários sobre as leituras compartilhadas.

Tenho amigos que moram longe (viva a internet!!!), e rola uma ida e volta de livros que é deliciosa!

Perdeu o contato?
Deixe na caixa de correios da pessoa.

Esqueceu e lembrou anos depois?
Diga “olha, estava comigo!” e devolva.

Saiu da escola e levou sem querer livro da biblioteca?
Entregue na portaria.

E, não menos importante:
Perdeu, tomou chuva, cachorro comeu? Tudo bem, explique o que aconteceu e ofereça um novo exemplar junto com o antigo (estamos falando de edições sem valor emocional, certo?)

Você não precisa se explicar, nem precisa arranjar uma desculpa para devolver.



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