Uma apaixonada por encadernação e Restauro


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The following is a list of all entries from the Leitura category.

Biblioteca na Praia

Ahn, o verão….
Sol, calor, praia, férias, descanso, preguiça…

E areia, umidade, maresia.

Papeis, vocês sabem, não aguentam desaforo.

Se o livro novo que vai para a beira da piscina ou para a esteira de praia volta empenado (por menos que seja, aquela estragadinha que ignoramos porque o prazer da leitura é maior), imaginem como não fica um livro guardado por meses, ou anos, nesse tipo de ambiente?

Pois bem… Estava eu, indo para o guarda sol a praia em mais uma tentativa desesperada de melhorar a aparência de quem vive trancada no escritório curtir um sol, preguiça e meu livro, quando olho para cima:

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Acredito que apenas um aficcionado por livros (eu!) seria capaz de, tendo diante de si o litoral brasileiro, perceber que, no andar de cima, havia uma biblioteca.

Pois é…

Eu vi….

Esqueci que estava em Ilhabela e fui atrás dos livros…

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Foi mais forte que eu…

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Sabem o que eu amei? O fato de terem guardado os livros em um ambiente controlado (na medida do possível): pelo que vi, TODOS os livros foram lidos, manuseados, e então guardados. Nenhum estava gravemente estragado.

É verdade, o local é amplamente iluminado, mas sem sol direto nem umidade aparente.

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A porta de vidro, se soubermos usar, ajuda na preservação dos livros. Desde que mantidos secos, (mas não tive acesso aos livros, então não sei como ocorre troca de ar nem controle se variação de umidade e temperatura), os volumes estão protegidos de incidência direta de maresia.

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quando eu puder comprar uma câmera que comporte polarizador na lente, as primeiras fotos serão para o blog, prometo!

Sabem, eu fiquei eufórica com o cuidado.

Centenas de livros ali, ao alcance do dono e de quem os proprietários quiserem compartilhar, limpos, secos, acondicionados dentro de um tipo de armário que qualquer pessoa, em se programando, pode ter.

Ahn! Se me acham maluca por esquecer a praia por conta de livros, a vista da janela da biblioteca é essa, ó:

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Anna e Ana: meu abraço e muito obrigada!

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Livros novos!

Não importa se a fabricação é artesanal, sob demanda ou industrial, é sempre possível identificar um livro “novo”.

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Afinal, livro lido e relido fica com aspecto bem diferente:

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Mas e antes? E quando a impressão industrial de livros não aparava as páginas?

Um livro novo era identificado por não ter todas as suas páginas soltas:

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E depois de lidos, com todas as suas páginas separadas, os livros ficavam assim:

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Portrait of a small boy reading*

Cute 😊
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*encontrei navegando pela web


“Emprestei, e nunca mais vi”

Durante todos os anos de restauração e encadernação de livros, há uma frase que sempre ouço:
“Eu tinha tal livro, mas perdi. Ou melhor, emprestei, e nunca mais vi”

Não é seu? Devolva! Simples assim.

Meu irmão empresta seus livros, mas cobra a devolução.

Meu pai se interessou pelo que me viu ler nas ultimas semanas. Como não era meu, expliquei que iria perguntar a quem me emprestou se tudo bem. Meu pai não apenas recusou minha proposta de ler livro que me fora emprestado, como, no final da semana seguinte, estava com uma edição de bolso da mesma obra (oba!!!)

Eu e os colegas de uma das empresas aonde trabalhei emprestávamos livros uns para os outros. Como a escolha de gênero era parecida, os cafés muitas vezes começavam com comentários sobre as leituras compartilhadas.

Tenho amigos que moram longe (viva a internet!!!), e rola uma ida e volta de livros que é deliciosa!

Perdeu o contato?
Deixe na caixa de correios da pessoa.

Esqueceu e lembrou anos depois?
Diga “olha, estava comigo!” e devolva.

Saiu da escola e levou sem querer livro da biblioteca?
Entregue na portaria.

E, não menos importante:
Perdeu, tomou chuva, cachorro comeu? Tudo bem, explique o que aconteceu e ofereça um novo exemplar junto com o antigo (estamos falando de edições sem valor emocional, certo?)

Você não precisa se explicar, nem precisa arranjar uma desculpa para devolver.


O Corpo Fala

Recebi um exemplar “lido e relido pela família inteira”, como disse o proprietário.

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Vejam como estavam as páginas:

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A missão foi refazer o livro:

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A capa estava em bom estado de conservação, então apenas higienizei, limpei a cola e aproveitei o material tal como o recebi (dá para ver os cantinhos com fita adesiva?).
Quanto mais próximo do estado original do livro, mais eu gosto!

É um caso de encadernação de folhas soltas. Como já havia uma furacão em alguns grupos de páginas, mantive o padrão que encontrei.
O resultado foi este:

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A Ceia dos Cardeais

Me emprestaram um belíssimo volume d’A Ceia dos Cardeais para ler, e como a capa estava solta, perguntei se poderia arrumar antes de devolvê-lo.

Impressa em 1950, com belas e significativas ilustrações, foi comprado já com as manchas, mas o papel e a impressão estavam em ótimo estado de conservação.

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Limpei a cola

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E refiz os cadernos:

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E esqueci de fotografar o livro depois de pronto (risos).

A peça, tal como escrita, é uma gracinha.
O esporte de hoje é encontrar o vídeo da interpretação por Raul Cortez.


Biblioteca Nacional

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Sim, eu faço turismo em bibliotecas.

Nao vou entrar para sentar e ler, mas sim, quero conhecer

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Gosto de bibliotecas, gosto do silencio eloqüente delas, das varias cabeças pensando, de entrar e me acomodar e ver como o tempo rende quando estou lá dentro.
Gosto do sol da tarde entrando pelas janelas, gosto de sair e sentir o vento da rua bater no rosto.

Gosto tanto, que elas fazem parte dos meus roteiros turísticos.

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Leitura de cabeceira

Good book, good company

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Vi esse pôster no facebook de alguém e lembrei de um causos que ouvi:
Esse conhecido se recusa a parar de ler enquanto conseguir manter os olhos abertos. Ele diz que só para de ler, apaga a luz e dorme depois que o livro cai no chão, e ele percebe que dormiu enquanto lia com o baque da queda.
Outro conhecido lê no tablet, e só aceita que esta na hora de dormir quando “pesca” e acorda com o iPad caindo em seu rosto.
Eu viva tomando bronca dos meus pais porque ficava lendo o que quer que tivesse escolhido na estante, e deixava tarefas do colégio para depois.

E você? Qual o seu causo?


El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha

Já viram a versão digitalizada da edição de 1605 de Dom Quixote?

Estou há algumas horas lendo direto do site da Biblioteca Nacional de Espanha, em um universo paralelo!

Divirtam-se!


Pessoas que leem são mais legais

Publicado originalmente na Super Interessante

Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee (EUA) constataram esse efeito com um teste bem simples: colocaram voluntários para ler uma história bem curtinha, fizeram algumas perguntas para identificar o quanto cada um tinha curtido o que leu e aí derrubaram, sem querer querendo, um monte de canetas no chão. O estudo conta que, quanto mais “transportadas” para dentro da história as pessoas tinham sido, maiores eram as chances de levantarem o bumbum da cadeira para ajudar a recolher as canetas.

A explicação é que quando lemos algo que realmente mexe com a gente, criamos empatia pelos personagens da história — e quanto maior essa empatia, mais propenso a gente fica a ser bacana com os outros na vida real. E você aí, anda lendo muito?

 


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