Uma apaixonada por encadernação e Restauro


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The following is a list of all entries from the Material category.

História da Filosofia

Trabalho gostoso feito entre o final do ano de 2016 e o início de 2017.

As imagens retratam o antes, apenas.

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O que desejo mostrar é que capa solta pode ser recuperada: basta guardar os pedaços de papel junto do livro, por exemplo.

Aqui, a pessoa fez uma capa de papel independente, para não perder a capa original nem os pedaços de papel que se soltavam da lombada, em um envelope que não foi colado no livro.
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Mas fita adesiva não tem jeito….

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A fita adesiva, conhecida também como “fita mágica”, “durex”, “fita crepe” e até “papel contact” danificam permanentemente o papel.

A fita adesiva é uma tira de plastico com cola em um dos lados. Com o tempo,
o tal plástico solta-se da cola. Mas a cola continua impregnada no papel.
E, mesmo que não esteja colada ao papel, a fita adesiva manchou a página do livro que ficou em contato com ela…..

Então, como fazer?

Sim, faça o envelope de papel como segunda capa. Mas utilize uma folha de papel que permita que, ao ser dobrada, não precise de fita adesiva, como uma dobradura!

E, só para lembrar: grampeador, clipe de papel, elástico e “post-it” não podem ser utilizados, nem mesmo para apontar onde estão os problemas e defeitos, ok?

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Clovis Bevilaqua – Theoria Geral do Direito Civil

Um clássico do mundo jurídico:

Esse livro me foi apresentado como “o destruído”.
A capa, de couro, estava se desfazendo, e o papel estava desgastado.

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Mas o livro em si estava em excelente estado. As únicas marcas eram as do tempo, que escureceu levemente o papel.

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Pois bem. Soltei a capa antiga, higienizei, e usei o processo da caixa para umidificar o papel. Como apenas as bordas estavam ressecando, foi rápido.

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E refiz a capa em couro e papel marmorizado.

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Pronto!

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As Pupillas do Senhor Reitor – preservação

Hoje eu vou mostrar detalhes de um restauro feito antes de 1951:

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Este livro deve ter sido restaurado em algum momento entre 1940 e 1950.
Considerando o estado de conservação que se encontrava, apresentei as opções: preservar ou restaurar.
Fazei sobre a opção de refazer o livro, correndo o risco de danificar alguma parte do original, já que não sei qual material foi usado, e apresentei a opção de leves reparos, com foco na preservação. Foi escolhido preservar, para não precisar restaurar.

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meu olhar crítico não gostou de ver que, para fazer a capa, foi utilizada página de outro livro.

O Mundo em 1940-50 não tinha a variedade de materiais que encontramos hoje. E ainda que a técnica identificada neste volume não seja diferente da que se vê hoje em dia, o material que utilizamos mudou. O cuidado com a matéria prima continua o mesmo, porém é possível isolar e melhorar o preparo do papel japonês e da cola, por exemplo.

Infelizmente o tempo e (não tenho certeza) o material utilizados não foram muito generosos com o livro, que 70 ou 80 anos depois chegou às minhas mãos:

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conseguem ver o enxerto de papel?

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Há um ex libiris identificando o profissional, mas estou há semanas buscando referências, para identificar o método e materiais utilizados, e não encontro nada que eu possa associar,com toda a certeza, ao profissional do ex libiris.

As páginas do livro estavam ressecadas e sujas, e como o papel utilizado para refazer as brochuras tinha uma característica e gramatura distintas do original, o papel foi se “quebrando”.

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Para interromper, e quiçá reverter o processo, submeti o miolo do livro a um leve processo de umectação, que deu certo e agora, o livro pode ser manuseado sem que as páginas se quebrem.

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Usando cola reversível e papel alcalino, fiz uma sanfoninha (triângulo de papel, que ao ser colado na capa, permite que está não se quebre) e colei a parte solta da capa, mas somente após as páginas do miolo estarem novamente maleáveis e desempenadas.

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Bocas do Tempo

Recentemente comprei este volume, que tinha umas “rebarbas”.

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Simples e rápido:
Identifiquei as páginas, desamassei o papel e usei o bisturi para cortar o excesso de papel.

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Pronto!


Giz de Cera

Projeto do dia: encadernação!

O objetivo é consolidar anotações e sketches em livro portátil e resistente, uma via física de portfólio e índice de técnicas, como solicitado.

Estas belezinhas são a companhia da tarde de hoje:

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Aquarela com os dedos

“Porque se sujar faz bem”

Em especial a parte em que ele comenta ser o processo imprevisível.


Penas

Para quem for ao Velho Mundo, segue dica de papelaria especializada e uma amostrinha do que se encontra lá:
Em Roma, depois de se encantar com o Panteão e se aquecer com um chocolate quente em um dos deliciosos cafés da Piazza della Rotonda, vá caminhar pela via di Torre Argentina.
Atrás da igreja vi a Il Papiro, aonde escolhi a duas penas abaixo: a mão e o Pinoccio. Eles também vendem papeis marmorizados belíssimos, tintas, pincéis, canetas, cadernos, materiais específicos e souvenirs.
É de se perder por entre as estantes e mostruários.

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Caligrafia

Para quem pensa que para escrever basta papel e caneta…. Você está quase certo!

Hoje trago o que uso para escrever, além das canetas esferográficas do dia a dia (bem fungível*):

Caneta, lapis, lapiseira, borracha, régua, tinta para desenho (também chamada nankin), aquarela liquida, tinta para pena, penas, base para penas com e sem reservatório e muitos, mas muitos livros com técnicas de escrita.

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Caligrafia é técnica, mas sobretudo treino. Treino, treino, treino, treino, treino. Minha mãe é arquiteta desde antes dos softwares, e me deu boa parte do seu material de faculdade útil ao meu hobby – se bem conservado, duram anos. Não lembro quando comecei a “brincar” de escrever, mas aos 14 eu já tinha um pequeno kit caneta tinteiro, que só fiz aumentar desde então.

Para garimpar: feiras de antigüidades e quiosques de coisas “velhas”, papelarias especializadas e amigos que viajem a países de cultura da caligrafia que te interesse. Manuais existem aos montes na internet, além dos livros, claro 😉

*piada jurídica: bem fungível é aquele que se consome. Não que uma caneta não seja usada e acabe, mas tecnicamente bem fungível é uma salada de frutas. As canetas se perdem, sao trocadas ou esquecidas sem representar dano. /em>


Preparando papel japonês

Preparando tiras de papel japonês, que uso para “refazer” páginas rasgadas.

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Ferramentas

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Posso viver de restauração de livros?



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